Segundo o The New York Times, soldados devem fazer treinamento com forças locais e deverão trabalhar no suposto combate ao narcotráfico

15 out 2026 - 10h13

(atualizado às 10h16)

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- Por: Redação Terra

Soldados dos EUA durante a cerimônia de abertura do Exercício Southern Jackeroo em 29 de maio de 2026 em Townsville, Austrália

Foto: Ian Hitchcock/Getty Images

Os Estados Unidos estão enviando centenas de militares para a América Latina, em meio à expansão da campanha de Washington para o combate ao narcotráfico na região. A informação foi divulgada nesta quarta-feira, 14, pelo jornal norte-americano The New York Times, citando autoridades militares.

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Os agentes vão realizar treinamento com forças locais em locais como o Panamá, Honduras e Colômbia, que também poderão apoiar em tropas de Operações Especiais dos EUA assessorando os militares que realizam incursões contra supostos traficantes de drogas, conforme as autoridades.

O primeiro batalhão com 600 soldados da 10ª Divisão de Montanha de Fort Drum, em Nova York, já começou a ser enviado para uma nova instalação de treinamento na selva, no Panamá. Além deles, centenas de soldados também foram escalados para um novo comando em operações no Hemisfério Ocidental, com sede em Miami.

Além das tropas, na última semana, vários drones MQ-9 Reaper foram enviados pelos EUA da África para a Colômbia e o Equador, sob o pretexto de operações antidrogas e antiterrorismo. Essa mobilização já era prevista desde setembro deste ano.

As medidas ocorrerem enquanto o governo Trump pressiona líderes da região para intensificarem ofensivas militares contra grupos de tráfico humano e de drogas, além de tentar que permitam operações conjuntas com os Estados Unidos.
O comandante militar na América Latina, General Francis L. Donovan, afirmou que o país norte-americano planeja expandir as operações, passando de ataques a embarcações para ataques em terra. No entanto, a hipótese de operações em solo latino-americano levanta preocupações sobre a soberania local.
O Comando Sul das Forças Armadas afirmou ao jornal que o departamento estava comprometido com uma “abordagem de trabalho com aliados e parceiros capazes de aprofundar a colaboração e manter a pressão constante contra as redes de ameaças hemisféricas”.
As ações empregadas pelo governo Trump podem estar relacionadas à concorrência com a China. O general Joseph A. Ryan, que chefia o Comando do Hemisfério Ocidental do Exército, citou grandes desafios que as forças militares enfrentam ao retornarem a uma região que, por décadas, não foi seu foco principal. Isso porque, segundo ele, trata-se de uma região onde a China tem crescente influência econômica e onde os cartéis de drogas construíram sofisticadas redes globais para vender.
“Cedemos a dominância econômica na região a um adversário, e isso é um fato”, na última segunda-feira, 12, durante a conferência anual da Associação do Exército dos EUA em Washington. “Estamos lutando agora para retomar o terreno marítimo e terrestre, humano e cognitivo, em muitos casos, terreno que havíamos cedido anteriormente”.
Fonte: Portal Terra
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