Imagens registradas por drones flagraram vários cardumes de tubarões-martelo-recortados jovens (Sphyrna lewini) nadando em águas rasas próximas a praias populares na Austrália. No sudeste de Queensland, foram encontrados grupos de até 80 tubarões. Já ao norte, na praia de Noosa — uma famosa região turística —, havia grupos com até 100 indivíduos.As fotografias foram reunidas em um estudo que levanta hipóteses sobre o que os animais estariam fazendo tão perto dos banhistas. Segundo os cientistas, o local pode oferecer abrigo ou alimentação aos tubarões, sendo um habitat importante para os jovens da espécie. Leia também CiênciaNova espécie de tubarão de 21 centímetros é descoberta no Oceano Índico CiênciaTubarões podem perceber sons de baixa frequência a 74 metros debaixo d’água CiênciaDentes de tubarões extintos são encontrados no meio de deserto egípcio ViralizouPrática incomum de fotos com tubarões viraliza e preocupa nos EUA Os resultados da pesquisa, liderada pela Universidade da Sunshine Coast e pelo Departamento de Indústrias Primárias de Queensland, foram publicados na revista Marine Biology em meados de setembro.Os pesquisadores se basearam em registros feitos entre setembro de 2020 e dezembro de 2024 por drones de monitoramento da costa leste australiana. Ao todo, a espécie foi avistada em 84 ocasiões.Imagem mostra mapa de calor da presença de tubarões nas praias da AustráliaA maioria das observações mostrou os animais em grupo, e apenas ocasionalmente sozinhos ou em pares. Pelo comprimento médio estimado, determinou-se que a maior parte dos tubarões nessas áreas eram juvenis.Ainda não está claro por que os tubarões nadam em águas rasas, mas entre as principais hipóteses está a presença de presas em recifes e áreas rochosas. Ficar em grupo também pode ajudar os jovens a evitar predadores, embora essa teoria ainda precise ser confirmada.Para entender melhor esse comportamento, os cientistas pretendem monitorá-los a longo prazo com marcadores individuais. Vale lembrar que atualmente o tubarão-martelo-recortado está classificado como criticamente ameaçado de extinção.








