Demétrio Vecchioli

Assembleia Legislativa de São Paulo tem 34 novatos entre estreantes nas urnas, ex-prefeitos e 13 vereadores

Demétrio Vecchioli

07/10/2026 02:00

Arte Metrópoles
A eleição deste domingo (4/10) renovou quase 40% da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), a maior do país – veja aqui a lista de eleitos. São 39 novatos na comparação com a lista de eleitos de quatro anos atrás e 34 nomes que chegam ao Palácio Anchieta pela primeira vez.
Entre as novidades na casa legislativa paulista, chama atenção uma diferença de perfil entre os extremos ideológicos e o centrão. Enquanto os novatos da esquerda têm em sua maioria experiência legislativa como vereadores, traço também recorrente na direita, os partidos de centro levam à Alesp principalmente ex-prefeitos.
A deputada estadual mais votada do país é um exemplo: Eduarda Campopiano (PL) é vereadora em Praia Grande e chega à Alesp impulsionada por uma pauta ideológica de extrema-direita associada a Lucas Pavanato (PL), vereador de São Paulo que bateu recorde de votos para deputado federal no estado e elegeu outros dois deputados estaduais: Thomaz Henrique (que é vereador em São José dos Campos) e Felipe Sertanejo (ex-UFC, em primeiro mandato eletivo).
Pela esquerda, são seis vereadores “promovidos” a deputados estaduais: Duda Hidalgo (PT, de Ribeirão Preto), Mariana Conti (PSol, de Campinas), Debora Camilo (PSol, de Santos), Marina Bragante (PSB, de São Paulo), João Paulo Rillo (PT, São José do Rio Preto) e Keit Lima (PSol, de São Paulo).
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
Na Alesp, Duda vai reencontrar um tradicional opositor na Câmara Municipal de Ribeirão Preto: Isaac Antunes (PL), recebeu pouco mais de 61 mil votos e ficou com uma das últimas vagas na Alesp, puxado principalmente pelos votos de Campopiano. Também são de direita o vereador de Guarulhos Delegado Mesquita (PP, apoiado pelo Delegado Palumbo) e Sargento Castro (PP, apoiado pelo Sargento Nantes).
Já os novatos de centro têm outro perfil: são, em grande parte, ex-prefeitos. São os casos de Rogério Lins (Podemos, ex-prefeito de Osasco), Danilo Joan (PP, ex-prefeito de Cajamar), Pardini (PSD, ex-prefeito de Botucatu), Renata Sene (Republicanos, ex-prefeita de Francisco Morato).
Além deles, o centro só conseguiu eleger outros quatro novatos: Kaka do Autismo (Podemos, apoiado pela prefeita de Ferraz de Vasconcelos), Thammy Miranda (PSD, vereador de São Paulo), Edson do Paiol (Podemos, ex-vereador de Itaquaquecetuba e dobrada do deputado Felipe Becari) e Regina Nunes (MDB, esposa do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes).
Dos 11 novatos do PL, cinco são ligados a gestões municipais: Rodrigo Ashiuchi (ex-prefeito de Suzano), Rogério Franco (ex-prefeito de Cotia), Franco Sardelli (filho do prefeito de Americana), João Paulo (vice-prefeito de Várzea Paulista) e Giovanni Sanches (braço direito do prefeito de Guarulhos, de quem herdou o sobrenome).
Além deles, o PL leva pela primeira vez à Alesp os três candidatos de Pavanato e os estreantes Capitão Mosart (amigo de Jair Bolsonaro), Lisboa (candidato do pastor Silas Malafaia) e Coronel Paganotto (ex-integrante da Rota, popular nas redes sociais), enquanto os eleitos pelo Novo (Henrique Krigner) e pelo Missão (Rafa Minato, ex-subprefeito da Vila Mariana em São Paulo) terão seus primeiros mandatos eletivos.
Por fim, a esquerda terá três políticos em seus primeiros mandatos eletivos: Sofia Favero (PSol, candidata da deputada federal Erika Hilton), Leonardo Grandini (liderança da juventude do PT e popular nas redes sociais) e Rodrigo Mar (apadrinhado por Reis, que é deputado estadual e falhou em tentar chegar à Câmara dos Deputados).


