Esta compilação de fotos, fornecida pelo Grupo de Trabalho para Justiça de Transição (TJWG) na terça-feira, mostra a localização suspeita da instalação de detenção secreta da Coreia do Norte dentro de sua embaixada em Pequim. A Yonhap informou que a Coreia do Norte opera alegadamente uma instalação de detenção secreta em sua embaixada na China para interrogar e repatriar seus nacionais considerados ameaças ao regime, segundo um relatório divulgado na terça-feira. A afirmação foi feita em um relatório intitulado "Repressão Transnacional da Coreia do Norte: China", lançado na terça-feira pelo Grupo de Trabalho para Justiça de Transição (TJWG), um grupo de direitos humanos com sede em Seul. Com base em entrevistas com múltiplas fontes, incluindo um ex-diplomata norte-coreano, o relatório alega que a Coreia do Norte opera a instalação no porão de sua embaixada em Pequim, onde ocorrem vigilância, perseguição e prisão, detenção e interrogatório, além de repatriação forçada. A operação secreta é supervisionada por um "representante de segurança" que ocupa um posto consular, mas que alegadamente é um oficial da agência de inteligência norte-coreana em missão temporária. Os casos são relatados a Pyongyang dentro de 12-24 horas, segundo o relatório. O relatório detalha o relato do hacker norte-coreano Pae Yong-ju, que foi preso pelas autoridades chinesas na Mongólia Interior enquanto tentava fugir para a Coreia do Sul. Após ser interrogado pelas autoridades chinesas por cerca de seis meses, ele foi entregue ao consulado geral norte-coreano em Shenyang, que assumiu sua custódia e o transferiu para a instalação. Ele alegadamente foi enviado de volta à Coreia do Norte em um voo da Air Koryo, disfarçado como paciente, estando fisicamente incapacitado em uma cadeira de rodas e com gesso no corpo inteiro. "Três anos após seu repatriamento, um informante confirmou sua morte", disse o relatório. "A repressão transnacional da Coreia do Norte não é apenas um crime internacional grave e uma violação dos direitos humanos, mas também prejudicial à soberania judicial e ao devido processo legal da China," disse o documento. Observando graus variados de suposta cooperação por parte das autoridades chinesas, o relatório pediu à comunidade internacional que monitore como a China lida com as violações dos direitos humanos cometidas pela Coreia do Norte.

This photo compilation, provided by the Transitional Justice Working Group (TJWG) on Tuesday, shows the suspected location of North Korea's secret detention facility inside its embassy in Beijing. Yonhap
This photo compilation, provided by the Transitional Justice Working Group (TJWG) on Tuesday, shows the suspected location of North Korea's secret detention facility inside its embassy in Beijing. Yonhap · Imagem: This photo compilation, provided by the Transitional Justice Working Group (TJWG) on Tuesday, shows the suspected location of North Korea's secret detention facility inside its embassy in Beijing. Yonhap