O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) reuniu, nessa segunda-feira (5/10), representantes de diferentes órgãos públicos para definir ações de recuperação da área da Ponte do Bragueto, na Asa Norte. O local enfrenta problemas de segurança e conservação, com registros de uso e tráfico de drogas, ocupações irregulares e acúmulo de resíduos.Entre os encaminhamentos do MPDFT estão a elaboração de um projeto urbanístico, melhorias na manutenção e a busca de novos usos para o espaço. A proposta é combinar medidas de segurança, urbanismo, limpeza, assistência social e fiscalização para enfrentar as causas dos problemas e evitar que eles voltem a ocorrer.A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) será acionada para iniciar os procedimentos necessários à elaboração do projeto urbanístico. Já a Administração Regional do Plano Piloto deverá avaliar a possibilidade de incluir o local no programa Adote uma Praça, que permite parcerias com pessoas e empresas para cuidar e promover melhorias em espaços públicos.O Serviço de Limpeza Urbana (SLU), por sua vez, será consultado sobre alternativas para a coleta de materiais recicláveis, inclusive a possibilidade de criação de um ponto para recebimento e comercialização desses materiais.O MPDFT também solicitará informações à Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) e à Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) sobre as responsabilidades e providências relacionadas à água, saneamento e manutenção.O Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER) deverá esclarecer questões relativas ao uso e à gestão da área da ponte.Para o procurador distrital dos Direitos do Cidadão, Eduardo Sabo, os problemas identificados exigem a participação de diferentes áreas do poder público.“A situação exige uma resposta integrada. Precisamos definir com clareza o que cabe a cada órgão e avançar para medidas concretas, especialmente na qualificação urbanística e na manutenção do espaço, para que as ações não sejam apenas pontuais, mas produzam uma transformação duradoura da área”, afirmou. Leia também Distrito FederalPai e filho caem da Ponte do Bragueto após acidente de moto Na MiraÔnibus perde controle e bate em mureta na Ponte do Bragueto Distrito FederalBatida entre 2 ônibus e um carro deixa um ferido na Ponte do Bragueto Distrito FederalParte da Ponte do Bragueto “some” após chuva forte provocar alagamento Prevenção à criminalidadeUm dos principais pontos discutidos foi o uso do próprio planejamento urbano como ferramenta de prevenção à criminalidade. A estratégia, conhecida como Prevenção Criminal pelo Design Ambiental (CPTED), busca organizar os espaços de maneira a aumentar a circulação e a presença de pessoas, melhorar a visibilidade e reduzir condições que favoreçam a prática de crimes.Na região da Ponte do Bragueto, foram relatados consumo e tráfico de drogas, além de situações em que materiais recicláveis seriam utilizados como moeda de troca para a obtenção de entorpecentes. Segundo o diagnóstico apresentado na reunião, o acúmulo de materiais, a pouca circulação de pessoas e a falta de uso regular do espaço contribuem para a permanência desses problemas.Os participantes avaliaram que operações de segurança, fiscalização e limpeza são necessárias, mas precisam ser acompanhadas de mudanças no espaço. Entre as possibilidades discutidas estão melhorias na iluminação e nas condições de circulação, criação de áreas de permanência e incentivo a atividades regulares que aumentem a presença da comunidade no local.Também foi discutida uma maior integração da área da ponte com a orla do Lago Paranoá, ampliando a circulação de pedestres e ciclistas e a conexão com atividades desenvolvidas no entorno.A proposta é que as melhorias alcancem não apenas o espaço sob a ponte, mas também sua ligação com outras áreas públicas próximas.








