Ao fazer o tradicional discurso de abertura da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta terça-feira (22), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender a soberania brasileira e de outros países, reforçando as críticas a sanções unilaterais e dinâmicas “neocoloniais”, referência às intervenções dos EUA na América do Sul. Na fala, o petista também tocou em assuntos como emergência climática, transição energética, tecnologia, multilateralismo e justiça social. O evento reúne chefes de Estado e governo dos Estados-membros na sede da ONU em Nova York para discutir questões mundiais e avançar soluções comuns.Veja os principais temas discutidos: Ao defender o Pix, Lula declarou expressamente que o governo não cederá às pressões de multinacionais que tentam privatizar a ferramenta e garantiu a proteção do sistema público de pagamentos. Na fala, o presidente também advertiu sobre os riscos da ausência de regras na Inteligência Artificial, defendendo a regulamentação da tecnologia e das Big Techs. As críticas também foram direcionadas ao mercado de apostas digitais (BETs) e afirmou que “não vai tolerar esse modelo de negócio no Brasil”. Defendeu o fim da jornada 6x1 para assegurar que cada trabalhador tenha 2 dias livres por semana para descanso, qualificação profissional e convivência familiar. Em complemento, Lula citou a igualdade de gênero e atribuiu a participação feminina ao fim da escala predominante no país.“Estamos construindo um Brasil em que as mulheres não precisam pedir licença para ocupar espaços de poder ou se inserir no mercado de trabalho”, disse.Uma das pautas de maior disputa entre o Brasil e os Estados Unidos, a questão dos minerais críticos e terras raras também foi um dos assuntos abordados por Lula. Ao comentar sobre as reservas brasileiras, ele exigiu que a exploração desses recursos traga como exigência a geração de valor no território brasileiro, a transferência de tecnologia e o abastecimento de setores estratégicos do país.“Nossas riquezas naturais pertencem ao povo brasileiro — e é em benefício dele que serão exploradas”, pontuou. Em meio às ameaças de interferência dos Estados Unidos, Lula afirmou que o país não terceirizará a defesa de suas fronteiras e rejeitou a presença militar estrangeira. “Não precisamos de porta-aviões vigiando nossas águas”, disse. Ainda na questão de segurança, o petista destacou a aprovação da Lei Antifacção e a criação do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia em Manaus.Lula voltou a comentar sobre a perda de credibilidade da ONU e criticou o direito de veto exercido por grandes potências.O enfraquecimento da ONU não é recente e vem se aprofundando nos últimos anos, em parte, pelo corte do financiamento pelos EUA para a manutenção de missões e projetos.Durante seu discurso, o petista condenou a violência contra civis em Gaza, pediu vias diplomáticas para a guerra na Ucrânia e criticou o embargo econômico a Cuba. Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp









