O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), exaltou neste sábado (26/9) a decisão do Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF), que rejeitou a abertura de uma investigação contra o procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, no âmbito do caso Master.O colegiado também negou pedidos para afastá-lo dos processos como representante da PGR. Leia também Manoela AlcântaraMaster: Conselho Superior do MPF rejeita abrir investigação contra Gonet Manoela AlcântaraRelator do caso de Gonet: “Não há comunicação direta entre Vorcaro e o PGR” Manoela AlcântaraPor unanimidade, Conselho do MPF nega afastamento de Gonet no Caso Master Em publicação nas redes sociais, o ministro afirmou que a decisão “apenas confirmou a lisura de um homem íntegro, que dedicou a vida ao país e às instituições”. O decano da Corte relembrou que o relator do caso, ministro André Mendonça, já havia reconhecido a “fragilidade das insinuações” contra o PGR.“A decisão do Conselho Superior do Ministério Público Federal, ontem, confirma o que já se sabia. Nada havia que impedisse o Procurador-Geral de seguir atuando nos processos do Banco Master, muito menos algo que arranhasse a reputação construída em décadas de serviço público”, escreveu o magistrado.Na publicação, Gilmar criticou “vazamentos seletivos” do inquérito que investiga das fraudes financeiras no Banco Master, de Daniel Vorcaro. O ministro André Mendonça é relator de inquéritos envolvendo a instituição financeira liquidada no STF.O magistrado considerou que a divulgação das informações submeteu a “reputação de um homem honrado a ataques rasteiros nas redes sociais”. Ele também relembrou a decisão de Mendonça que determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, medida que Mendes classificou como “desproporcional”.“O episódio se soma ao afastamento cautelar do diretor-geral da Polícia Federal, por decisão individual. Medida desproporcional, de efeitos institucionais imprevisíveis, que desarticulou, ainda que por breve período, o comando do órgão responsável pela segurança das nossas fronteiras e pela repressão a crimes graves de caráter transnacional. Sua pronta reversão evitou dano maior”, avalia o ministro.“São episódios diferentes, mas que lançam luz sobre o mesmo problema. Decisões individuais de enorme alcance, tomadas de afogadilho na fase de investigação, cujos efeitos sobre reputações e sobre instituições são irreparáveis”, disse.Por fim, o decano da Suprema Corte manifesta solidariedade ao PGR. “A decisão de ontem apenas confirmou a lisura de um homem íntegro, que dedicou a vida ao país e às instituições. Registro também minha solidariedade ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, delegado de carreira com mais de 20 anos de serviços prestados ao país na área de segurança pública”, ressalta.Pedido rejeitadoA maioria dos integrantes do Conselho Superior do MPF decidiu rejeitar a abertura de uma investigação contra o procurador-geral da República por uma suposta relação com o banqueiro Daniel Vorcaro.A reunião do colegiado foi convocada após menções ao nome de Gonet e a divulgação de uma foto em que o procurador-geral aparece em evento financiado pelo empresário dono do Master.Por 5 votos a 4, a maioria acompanhou o relator, subprocurador-geral Francisco Sanseverino, para quem não há elementos mínimos que indiquem a ocorrência de crime ou a participação de Gonet.O Conselho também analisou um pedido para afastar o PGR de processos relacionados ao Master que tramitam no STF. O requerimento foi rejeitado por unanimidade.








