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Recursos foram contratados por agricultores em 156 municípios por meio das linhas Pronaf Floresta e Bioeconomia entre 2025 e 2026

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Banco da Amazônia | Conteúdo patrocinado
21/09/2026 11:45
Sistemas agroflorestais, produção agroecológica e projetos de bioeconomia são algumas das atividades que podem contar com apoio financeiro na Amazônia. Para atender a esses diferentes fins, o Banco da Amazônia reúne linhas de crédito específicas para cada necessidade do trabalhador do campo.
Para agricultores familiares que trabalham com atividades florestais e sistemas produtivos que conciliam diferentes espécies, por exemplo, uma das alternativas é o Pronaf Floresta.
A linha é destinada a beneficiários do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e permite financiar a implantação de sistemas agroflorestais, a exploração extrativista ecologicamente sustentável e o manejo florestal.
O manejo de açaizal nativo está entre as atividades que podem ser contempladas pela linha. Atividade bastante característica na região Norte do país.
Também estão entre as finalidades a recomposição e manutenção de áreas de preservação permanente e de reserva legal, a recuperação de áreas degradadas e o enriquecimento de áreas com espécies florestais nativas.
Máquinas, equipamentos e implementos podem fazer parte do financiamento quando estiverem vinculados às finalidades do programa e houver justificativa no projeto técnico quanto ao uso sustentável e à compatibilidade com as características do bioma.
Entre 2025 e 2026, as operações de Pronaf Floresta e Bioeconomia somaram R$ 291,8 milhões, em 3.035 contratos, alcançando 3.022 clientes em 156 municípios da região Norte.
Outras iniciativas
O Floresta, porém, não é a única modalidade voltada a práticas sustentáveis dentro do Pronaf. O programa também inclui o Pronaf Bioeconomia e o Pronaf Agroecologia, formando o conjunto de modalidades verdes apresentado pelo Banco da Amazônia.
No Pronaf Bioeconomia, o financiamento pode ser direcionado a atividades produtivas sustentáveis relacionadas à sociobiodiversidade e a tecnologias ambientais.
Entre as possibilidades estão sistemas produtivos de exploração extrativista, produtos da sociobiodiversidade, tratamento de água, dejetos e efluentes, compostagem, reciclagem, produção de bioinsumos e biofertilizantes para uso próprio na propriedade rural.
A modalidade também contempla práticas conservacionistas relacionadas ao sistema solo-água-planta, além de sistemas de integração entre lavoura, pecuária e floresta. O limite do financiamento é de até R$ 250 mil.
Já o Pronaf Agroecologia é voltado a investimentos em sistemas de produção de base ecológica, em transição para sistemas agroecológicos ou de produção orgânica.
Pronaf Custeio
Além do investimento, o Pronaf conta com alternativas de custeio para despesas relacionadas às atividades produtivas. Entre as finalidades com condições específicas estão os produtos de base agroecológica e os sistemas orgânicos.
Produções agrícolas como açaí extrativo, andiroba, babaçu, bacaba, bacuri, buriti, cacau extrativo, castanha-do-pará ou castanha-do-brasil, copaíba, cupuaçu, jambu, murumuru, patauá, pequi, pupunha, tucumã, urucum e uxi, entre outros, podem solicitar o financiamento pelo período de um ano.
De acordo com o Banco da Amazônia, o Pronaf Custeio já registrou R$ 1,34 milhão em aplicações, distribuídas em 41 contratos, com 38 clientes atendidos em 10 municípios.
Seleção Pública
Além das operações de crédito, o Banco da Amazônia utiliza outra forma de repasse de recursos através de seleção pública. É o caso do Amabio, voltado à projetos relacionados à bioeconomia na Amazônia.
A iniciativa, em parceria com a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) e com apoio técnico da Expertise France, tem como o objetivo apoiar projetos voltados à bioeconomia nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão e Pará.
Na primeira chamada do Edital Amabio 001/2025, foram recebidas mais de 500 propostas, das quais 27 projetos foram selecionados. Cada iniciativa recebeu R$ 150 mil em recursos não reembolsáveis.
O edital foi dividido em dois eixos. Um deles buscou fortalecer organizações de povos e comunidades tradicionais, incluindo cooperativas, associações e outras organizações de agricultores familiares, extrativistas, pescadores artesanais, aquicultores de comunidades tradicionais da Amazônia.
O outro eixo foi direcionado à inovação nas cadeias de valor da bioeconomia, com propostas para desenvolver ou implementar soluções nas cadeias da sociobiodiversidade.
Puderam participar instituições formalmente constituídas há pelo menos dois anos e com atuação relacionada à bioeconomia e à Amazônia. Entre as categorias elegíveis estavam organizações da sociedade civil sem fins lucrativos, associações, cooperativas, microempresas e startups ligadas à bioeconomia, conforme os critérios estabelecidos no edital.
Há ainda uma frente com finalidade distinta das linhas de crédito e da seleção de projetos: o Floresta+ Amazônia, na modalidade Conservação. Nesse caso, o Banco da Amazônia atua como operador financeiro e pagador.
Com início em 2023, a iniciativa já conta com 152 mil hectares conservados, cerca de 4 mil agricultores recebendo pagamentos e aproximadamente R$ 30 milhões distribuídos.
Para quem pretende solicitar crédito ou participar de uma seleção, é importante verificar antes as condições específicas de cada alternativa. Critérios de elegibilidade, documentação, finalidade dos recursos, limites, taxas, prazos e períodos de contratação podem variar.
Todas as informações estão disponíveis no site do Banco da Amazônia.

