O registro do medicamento Farmanguinhos Arpraziquantel (arpraziquantel), para o tratamento da esquistossomose (conhecida popularmente como “barriga d’água” ou “xistose”), em crianças de 3 meses a 6 anos, foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta quarta-feira (30/9).A doença tropical é causada pelo parasita Schistosoma mansoni ou Schistosoma haematobium, que é adquirido pelo contato com água doce que contenha caramujos infectados pelos vermes causadores da esquistossomose. Não há transmissão direta de pessoa para pessoa. Leia também SaúdeDiabetes: Anvisa aprova novo medicamento que combina insulina e semaglutida BrasilAnvisa investiga casos de doença ocular após uso de canetas emagrecedoras BrasilAnvisa proíbe lotes irregulares de medicamento para esclerose múltipla SaúdeAnvisa apreende tirzepatida e anabolizantes irregulares no Galeão O medicamento aprovado age após a ingestão oral pelo paciente. Uma vez no organismo, os vermes presentes nos vasos sanguíneos do abdômen humano absorvem a substância, que causa espasmos musculares e paralisia nos parasitas, interrompendo a fixação.“O medicamento também danifica o tegumento, uma barreira que protege o parasita do sistema imunológico. Com isso, o corpo consegue destruir os vermes”, afirmou a agência. Leia também SaúdeDiabetes: Anvisa aprova novo medicamento que combina insulina e semaglutida BrasilAnvisa investiga casos de doença ocular após uso de canetas emagrecedoras BrasilAnvisa proíbe lotes irregulares de medicamento para esclerose múltipla SaúdeAnvisa apreende tirzepatida e anabolizantes irregulares no Galeão Além da América do Sul, a doença parasitária é um problema de saúde pública em regiões tropicais e subtropicais da África, Ásia e do Caribe. Segundo a Anvisa, também é uma doença tropical negligenciada (DTN), que afeta predominantemente populações de baixa renda.Ela se manifesta em duas fases:a aguda, que ocorre entre duas e seis semanas após o contato com a água contaminada (coceira e vermelhidão na pele logo após a penetração da larva, febre, calafrios, dor de cabeça, tosse e dores musculares);e a crônica, que fica aparente meses ou anos após a infecção inicial (pode causar diarreia alternada com prisão de ventre, aumento do fígado e do baço. Nos casos mais graves, ocorre grande acúmulo de líquido no abdômen, hemorragias e risco de morte).








